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O Sistema OCB-AP convoca as Cooperativas que estão regulares para a Assembleia Geral Ordinária que será realizada na próxima sexta-feira, 26, com primeira chamada às 16h, no auditório do Sistema OCB-AP.
A presença das Cooperativas Filiadas é extremamente importante para que possamos repassar os devidos informes de interesse do cooperativismo amapaense, além da referida prestação de contas do exercício de 2018, e apresentação do Plano de Trabalho para o decorrer de 2019.
Aguardamos vocês!
O Seminário tem como objetivo orientar sobre o sistema eSocial implementado pelo governo como ferramenta de controle do cumprimento das obrigações trabalhistas, previdenciárias, contábeis e fiscais; além de estudar os pontos impactantes da legislação que serão informados no eSocial preparando as empresas para a correta transição dos sistemas atuais para a nova ferramenta.
Durante o evento você poderá conhecer as regras legais e operacionais para gerar as informações de acordo com o Manual de Orientação do eSocial a serem transmitidas, eliminando ou reduzindo passivos trabalhistas e fiscais.
Para pré-inscrição é necessário enviar os seguintes dados: Nome, Cooperativa ou Instituição, Telefone e E-mail.
Todos os participantes receberão confirmação de pré-inscrição por e-mail até 26/04.
Participe!
Contratação sob demanda, de prestação de serviços de empresa especializada em serviços de buffet, para fornecimento de coffe break simples, lanche e almoço para os participantes dos programas, seminários e cursos livres no plano de trabalho 2019, conforme anexos e condições estabelecidas no Edital, que estará a disposição na CPL/Sescoop/AP e Equipe de Pregão/Sescoop/AP, localizada na Av. Tiradentes, 102, Bairro: Centro, Cep. 68900-098, Macapá-AP.
Baixar: AVISO DE EDITAL _PREGÃO 001_2019
Presentes em praticamente 100% do território brasileiro, as cooperativas de crédito são, em diversos municípios, a única opção de serviços financeiros. Graças à capilaridade dessas instituições, em 2018, mais de 10,5 milhões de cooperados no país tiveram acesso a todos os produtos disponíveis na rede bancária, mas com custos, em média, 30% mais baixos do que no segmento bancário tradicional.
Esse número, na última década, cresceu 179,89%, resultado de uma série de fatores, dentre eles: precificação diferenciada para os produtos de seu portfólio (tais como: conta corrente, empréstimos, financiamentos, investimentos, planos de previdência e seguros), atendimento personalizado e participação dos cooperados no processo de gestão, pois, além de clientes, são donos do negócio.
Além desses, outro aspecto que torna uma cooperativa de crédito a alternativa mais viável para cidadãos e empreendedores que buscam opções mais vantajosas no Sistema Financeiro Nacional, é o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Criado para assegurar valores de até R$ 250 mil, por depositante, em casos de intervenção ou liquidação extrajudicial, o fundo trouxe mais segurança institucional, credibilidade e competitividade para todo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).
10 ANOS
O que também mostra a solidez do SNCC é o número de cooperativas (940) e de postos de atendimento (5.391). Atualmente, o SNCC ocupa o primeiro lugar no ranking das maiores redes de serviços financeiros do país. E isso só foi é possível graças à Lei Complementar nº 130/2009, que, aliás, completa 10 anos nesta quarta-feira, dia 17/4.
Para o movimento cooperativista essa lei representa um marco no processo de reconhecimento da importância econômica das cooperativas de crédito para a economia brasileira. Essa é a opinião do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.
Segundo ele, a LC 130 reconheceu, de fato e de direito, que as cooperativas são instituições sólidas, competentes e capazes de atuar no mercado financeiro de igual para igual, como qualquer outra instituição financeira. “A única diferença é a nossa forma societária, baseada em princípios e valores que só o cooperativismo tem. Sem dúvida alguma, a LC 130 pode e deve ser interpretada como a materialização do reconhecimento do próprio governo, a respeito da solidez das cooperativas de crédito”, avalia Márcio Freitas.
VIDEO COMEMORATIVO DA LC 130
DIFERENCIAIS As cooperativas possuem uma precificação diferenciada. Grande parte do custo dos empréstimos e de outras operações e serviços bancários está ligada à necessidade de lucro dos acionistas. No caso das cooperativas de crédito isso não ocorre, pois elas atuam em favor de seus cooperados, que assumem a dupla condição de clientes e acionistas ao mesmo tempo. Logo, as margens são consideravelmente inferiores e, quanto menor o custo, melhor para os tomadores/usuários, ou seja, donos do negócio; O SNCC possui um portfólio completo e compatível com as demandas de seus cooperados. Ou seja, as cooperativas de crédito atuam com todos os produtos e serviços dos grandes bancos de varejo, mas com uma precificação bem mais justa; O processo de gestão nas cooperativas, tanto nas de crédito quanto nas demais, envolve a participação efetiva de seus cooperados. Desta forma, é possível decidir os rumos da instituição, com os benefícios desse processo de administração direta e evitando o habitual conflito de interesses entre o cliente (que quer pagar mais barato pelas operações) e o acionista (que se preocupa com o lucro advindo das operações). Isso, na cooperativa, não ocorre já que cliente e acionista (cooperado) são a mesma pessoa. NÚMEROS (Dez/2018) Cooperativas: 940 Cooperados: 10.548.288 Postos de atendimento: 5.391 MAIS INFORMAÇÕES Gostou da pauta e quer saber mais? Fala comigo. Meu nome é Aurélio Prado, sou assessor de imprensa do Sistema OCB e posso te ajudar. Os meus contatos são: 61 3217-1525 eEste endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
DIFERENCIAIS As cooperativas possuem uma precificação diferenciada. Grande parte do custo dos empréstimos e de outras operações e serviços bancários está ligada à necessidade de lucro dos acionistas. No caso das cooperativas de crédito isso não ocorre, pois elas atuam em favor de seus cooperados, que assumem a dupla condição de clientes e acionistas ao mesmo tempo. Logo, as margens são consideravelmente inferiores e, quanto menor o custo, melhor para os tomadores/usuários, ou seja, donos do negócio; O SNCC possui um portfólio completo e compatível com as demandas de seus cooperados. Ou seja, as cooperativas de crédito atuam com todos os produtos e serviços dos grandes bancos de varejo, mas com uma precificação bem mais justa; O processo de gestão nas cooperativas, tanto nas de crédito quanto nas demais, envolve a participação efetiva de seus cooperados. Desta forma, é possível decidir os rumos da instituição, com os benefícios desse processo de administração direta e evitando o habitual conflito de interesses entre o cliente (que quer pagar mais barato pelas operações) e o acionista (que se preocupa com o lucro advindo das operações). Isso, na cooperativa, não ocorre já que cliente e acionista (cooperado) são a mesma pessoa. NÚMEROS (Dez/2018) Cooperativas: 940 Cooperados: 10.548.288 Postos de atendimento: 5.391 MAIS INFORMAÇÕES Gostou da pauta e quer saber mais? Fala comigo. Meu nome é Aurélio Prado, sou assessor de imprensa do Sistema OCB e posso te ajudar. Os meus contatos são: 61 3217-1525 e
O Sescoop Amapá realiza chamada para o processo seletivo que ofertará duas vagas para os cargos de Técnico em Operações e Analista de Cooperativismo e Monitoramento.
As informações sobre requisitos para concorrer às vagas, salários, carga horária, inscrições e as demais especificações você acessa no link http://www.dezorziconsultoria.com.br/
ERRATA DO EDITAL: Baixar Arquivo
Boa sorte!
Contratação de agência de viagens para os serviços de consulta, reserva, marcação, remarcação, emissão, endosso, entrega de bilhetes de passagens aéreas, contratação de seguro de viagens quando for o caso, intérprete, reservas em hotéis e locação de veículo, no âmbito nacional, para o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Amapá – Sescoop/AP, conforme anexos e condições estabelecidas no Edital, que estará a disposição na CPL/Sescoop/AP, localizada na Rua: Tiradentes nº102, Centro, Cep. 68900-098, Macapá/AP.
Baixar Aviso: Edital PREGÃO 002-2019
O Sescoop Amapá realiza chamada para o processo seletivo que ofertará duas vagas para os cargos de Técnico em Operações e Analista de Cooperativismo e Monitoramento.
As informações sobre requisitos para concorrer às vagas, salários, carga horária, inscrições e as demais especificações você acessa no link www.dezorziconsultoria.com.br .
Baixar: EDITAL SESCOOP AMAPA_CONSOLIDADO
Boa sorte!
Boa sorte!
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) completa, em 2019, 20 anos de atuação em prol da disseminação da cultura cooperativista, formando profissionais para atuarem no mercado de trabalho das cooperativas e, assim, contribuindo com o desenvolvimento de todos os elos desse modelo econômico inovador.
E, para celebrar todas as conquistas do Sescoop, no estado de Goiás, o Sistema OCB/GO
acaba de editar uma revista especial
. O material traz, além de uma linha do tempo bem detalhada com os principais marcos e vitórias da entidade, uma entrevista com o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. Para ele, o Sescoop está acompanhando as novidades tecnológicas e as incorporando sempre na sua área de atuação junto às cooperativas. Na entrevista abaixo, Nobile também fala sobre outros desafios do Sescoop, para os próximos anos, como o estímulo à intercooperação e o fortalecimento cada vez maior da imagem do cooperativismo no Brasil. Confira! Qual o papel do Sescoop no fortalecimento do cooperativismo brasileiro? O Sescoop nasceu do programa de revitalização das cooperativas agropecuárias brasileiras, um movimento que surgiu em 1996, 1997 e nele se identificou essa oportunidade da OCB, juntamente com o Governo Federal, Ministério da Agricultura, da Fazenda, na época, essa oportunidade de se constituir o Sescoop. Então, em 1998, surgiu para fazer o atendimento ao tripé básico da capacitação profissional, educação cooperativista, o monitoramento e a promoção social. Dessa forma, também promovendo assim a cultura cooperativista aqui no Brasil e evoluindo os processos de gestão e trazendo para o sistema cooperativista o que anteriormente era pulverizado para os demais entes do Sistema S. Quais foram as principais conquistas do cooperativismo com o surgimento do Sescoop, há 20 anos? E o que mudou nessa atuação, em duas décadas? Nós temos a identificação de um patamar de evolução na gestão das cooperativas, a profissionalização dos processos de capacitações, a alocação de recursos nesse sistema próprio que antes era pulverizado, de tal forma que o processo que nasceu, até anteriormente ao Sescoop de autogestão, pôde com a organização e sistematização do Sescoop se estabelecer com maior eficácia em todo o país. Então, o processo de desenvolvimento desses 20 anos é claramente percebido e é um desafio nós apresentarmos essa agregação de valor para as cooperativas durante esse período. Como o Sescoop tem acompanhado a evolução tecnológica e de mercado, para apresentar soluções eficazes de capacitação cooperativista? Vocês têm considerado se adaptar a novas formas de atingimento do público, como o Ensino a Distância? O Sescoop tem a acompanhado esse processo todo, essa evolução tecnológica e de mercado fazendo todo o estreitamento de relações, com a proximidade com as escolas de negócios, as universidades, os centros de tecnologia e até compondo com o que nós temos dentro do sistema hoje, como por exemplo, a Escola do Cooperativismo no Rio Grande do Sul, a Faculdade Unimed, universidades corporativas do sistema de crédito já estão estabelecidas e também agora está iniciando a Faculdade na Unidade Estadual de Mato Grosso. Então, dessa forma, associados, interligados e fazendo o intercâmbio de conhecimento com esse público todo, o Sescoop tem feito esse acompanhamento da evolução tecnológica e de mercado, apresentando soluções eficazes de capacitação e nós temos à disposição das cooperativas, aplicado pelas unidades estaduais, as ferramentas e dispositivos de diagnósticos para identificar junto a cada cooperativa qual é a sua necessidade e assim atacar nos processos de capacitação. Também estamos dedicados a aproveitar toda a tecnologia do ensino a distância a favor também da otimização de recursos para essa aplicação e essa evolução. Um dos valores do SESCOOP é o compromisso com inovação, que é, hoje, um dos pontos-chave para o desenvolvimento dos negócios. Como o Sescoop tem atuado nessa vertente? Dessa forma, acompanhando o que acontece no mundo com as tecnologias, esses intercâmbios de conhecimento, as ferramentas que já dispomos para a solução de desenvolvimento, tanto em nível humano, quanto organizacional, buscamos o que há de mais moderno, eficaz, eficiente, nessas soluções de desenvolvimento, tanto das pessoas quanto dos seres humanos, dirigentes, funcionários das cooperativas, e também o desenvolvimento organizacional. Dessa forma, buscamos fazer esse acompanhamento do compromisso do Sescoop atuando nessa vertente. Em Goiás e também no Brasil, a maior concentração do cooperativismo está principalmente em três ramos (agro, crédito e saúde), de um total 13. De que forma o Sescoop pode ajudar no desenvolvimento também dos outros ramos, que hoje possuem menor participação? Aqui vale lembrar a atuação e a mobilização do Sistema OCB capitaneado pela própria OCB no sentido de promover um enxugamento, uma racionalização no número de ramos no Brasil, haja vista que comparando aos outros vários países mundo afora onde tem uma prática bastante significativa do cooperativismo, nós percebemos que temos um enxugamento desses ramos, então nós estamos num momento de otimização para as questões que são muitas vezes análogas aos outros demais dez ramos. Fora a questão dos ramos Agro, Crédito e Saúde que têm essas características bem identificadas nós temos nos outros ramos muitas vezes questões operacionais análogas que a gente então está fazendo nesse exato momento um diálogo dentro do Sistema com as organizações estaduais para levar esse enxugamento na próxima assembleia da OCB, em março. E a representação das estruturas dos conselhos construtivos é outro fator importante para que a gente atenda de forma adequada a todos os ramos. Muitas vezes nós comentamos que não é o tamanho econômico do ramo, todos têm a sua importância e seu valor, e a expressão social de cada um dos ramos tem que contar e ser considerada sempre por todos nós. Diante da ameaça do governo de cortes significativos nos recursos para o Sistema S, como o Sescoop está se preparando para essa possibilidade e quais os prejuízos, caso essa proposta se concretize? Nós estamos muito atentos a esses sinais que estão vindo aí da mídia, do Governo Federal. Isso já acontece há alguns anos, tentativas de tirar dinheiro do Sistema S para colocar no Governo Federal, uma hora seja na aplicação da previdência pública, uma hora para segurança, mas então, estamos preocupados sim com essa questão. Nós temos feito um trabalho de otimização do uso desses recursos com aproveitamento das tecnologias, temos um exemplo prático no Sistema que é o Centro de Serviços Compartilhados onde pela unidade nacional passamos a prestar serviços principalmente de RH, folha de pagamento e as questões de apropriações contábeis junto com alguns estados que tem estrutura menor. Então estamos acompanhando de perto esse processo, se vier que venha para desonerar a folha de pagamento da cooperativa e não tirar dinheiro do Sistema S para jogar em algum outro órgão, área que não seja a aplicação do próprio Sescoop. E nós temos a busca dos processos de integridade e por aí estão as questões relativas à transparência, a prestação de contas, que nós temos uma efetiva e clara prestação de contas de todos os recursos que são amealhados juntos ao Sescoop. Quais os principais desafios do Sescoop para o futuro? Nós temos aqui um diálogo importante que vai acontecer agora em 2019, que é o 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, onde discutiremos as tecnologias, questões de inovação, de mercado, gestão e governança, questões de intercooperação que é uma oportunidade gigantesca para desenvolvermos no País todo. E fazendo esse trabalho no Congresso Brasileiro de Cooperativismo discutiremos o futuro do Sescoop, do cooperativismo brasileiro. Uma outra meta importante que temos a perseguir é conseguirmos medir os impactos sociais que advém da atuação do Sescoop. Isso é fundamental, nós mostrarmos a efetiva funcionalidade do Sescoop. Não só na melhoria da profissionalização da gestão, mas nos impactos sociais que vem da atuação do Sescoop. E ainda mais estão bastante atuais os desafios elencados no planejamento estratégico do Sescoop que é a qualificação da mão-de-obra, profissionalização da gestão e governança do sistema cooperativo, o fortalecimento da representatividade que diz respeito mais a OCB, mas tem toda a ligação com o Sescoop, o estímulo à intercooperação, a promoção da segurança jurídica e regulatória e um grande desafio que passa por todo o Sistema que é o fortalecimento e a eficiência cada vez maior da imagem e da comunicação do cooperativismo. Lembrando que na Visão do Cooperativismo para 2025, três pilares dessa visão têm muita identificação com a atuação do Sescoop, que é a competitividade das cooperativas, a integridade das cooperativas e a capacidade de gerar felicidade aos cooperados. Dessa forma, nós temos essa convicção que o Sescoop, a OCB e o sistema cooperativo nacional com toda a estrutura de unidade nacional e dos estados, como o trabalho fantástico desenvolvido por Goiás, que o sistema cooperativo contribui sim para uma sociedade mais justa, feliz, equilibrada, com maiores oportunidades para todos.
acaba de editar uma revista especial
. O material traz, além de uma linha do tempo bem detalhada com os principais marcos e vitórias da entidade, uma entrevista com o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. Para ele, o Sescoop está acompanhando as novidades tecnológicas e as incorporando sempre na sua área de atuação junto às cooperativas. Na entrevista abaixo, Nobile também fala sobre outros desafios do Sescoop, para os próximos anos, como o estímulo à intercooperação e o fortalecimento cada vez maior da imagem do cooperativismo no Brasil. Confira! Qual o papel do Sescoop no fortalecimento do cooperativismo brasileiro? O Sescoop nasceu do programa de revitalização das cooperativas agropecuárias brasileiras, um movimento que surgiu em 1996, 1997 e nele se identificou essa oportunidade da OCB, juntamente com o Governo Federal, Ministério da Agricultura, da Fazenda, na época, essa oportunidade de se constituir o Sescoop. Então, em 1998, surgiu para fazer o atendimento ao tripé básico da capacitação profissional, educação cooperativista, o monitoramento e a promoção social. Dessa forma, também promovendo assim a cultura cooperativista aqui no Brasil e evoluindo os processos de gestão e trazendo para o sistema cooperativista o que anteriormente era pulverizado para os demais entes do Sistema S. Quais foram as principais conquistas do cooperativismo com o surgimento do Sescoop, há 20 anos? E o que mudou nessa atuação, em duas décadas? Nós temos a identificação de um patamar de evolução na gestão das cooperativas, a profissionalização dos processos de capacitações, a alocação de recursos nesse sistema próprio que antes era pulverizado, de tal forma que o processo que nasceu, até anteriormente ao Sescoop de autogestão, pôde com a organização e sistematização do Sescoop se estabelecer com maior eficácia em todo o país. Então, o processo de desenvolvimento desses 20 anos é claramente percebido e é um desafio nós apresentarmos essa agregação de valor para as cooperativas durante esse período. Como o Sescoop tem acompanhado a evolução tecnológica e de mercado, para apresentar soluções eficazes de capacitação cooperativista? Vocês têm considerado se adaptar a novas formas de atingimento do público, como o Ensino a Distância? O Sescoop tem a acompanhado esse processo todo, essa evolução tecnológica e de mercado fazendo todo o estreitamento de relações, com a proximidade com as escolas de negócios, as universidades, os centros de tecnologia e até compondo com o que nós temos dentro do sistema hoje, como por exemplo, a Escola do Cooperativismo no Rio Grande do Sul, a Faculdade Unimed, universidades corporativas do sistema de crédito já estão estabelecidas e também agora está iniciando a Faculdade na Unidade Estadual de Mato Grosso. Então, dessa forma, associados, interligados e fazendo o intercâmbio de conhecimento com esse público todo, o Sescoop tem feito esse acompanhamento da evolução tecnológica e de mercado, apresentando soluções eficazes de capacitação e nós temos à disposição das cooperativas, aplicado pelas unidades estaduais, as ferramentas e dispositivos de diagnósticos para identificar junto a cada cooperativa qual é a sua necessidade e assim atacar nos processos de capacitação. Também estamos dedicados a aproveitar toda a tecnologia do ensino a distância a favor também da otimização de recursos para essa aplicação e essa evolução. Um dos valores do SESCOOP é o compromisso com inovação, que é, hoje, um dos pontos-chave para o desenvolvimento dos negócios. Como o Sescoop tem atuado nessa vertente? Dessa forma, acompanhando o que acontece no mundo com as tecnologias, esses intercâmbios de conhecimento, as ferramentas que já dispomos para a solução de desenvolvimento, tanto em nível humano, quanto organizacional, buscamos o que há de mais moderno, eficaz, eficiente, nessas soluções de desenvolvimento, tanto das pessoas quanto dos seres humanos, dirigentes, funcionários das cooperativas, e também o desenvolvimento organizacional. Dessa forma, buscamos fazer esse acompanhamento do compromisso do Sescoop atuando nessa vertente. Em Goiás e também no Brasil, a maior concentração do cooperativismo está principalmente em três ramos (agro, crédito e saúde), de um total 13. De que forma o Sescoop pode ajudar no desenvolvimento também dos outros ramos, que hoje possuem menor participação? Aqui vale lembrar a atuação e a mobilização do Sistema OCB capitaneado pela própria OCB no sentido de promover um enxugamento, uma racionalização no número de ramos no Brasil, haja vista que comparando aos outros vários países mundo afora onde tem uma prática bastante significativa do cooperativismo, nós percebemos que temos um enxugamento desses ramos, então nós estamos num momento de otimização para as questões que são muitas vezes análogas aos outros demais dez ramos. Fora a questão dos ramos Agro, Crédito e Saúde que têm essas características bem identificadas nós temos nos outros ramos muitas vezes questões operacionais análogas que a gente então está fazendo nesse exato momento um diálogo dentro do Sistema com as organizações estaduais para levar esse enxugamento na próxima assembleia da OCB, em março. E a representação das estruturas dos conselhos construtivos é outro fator importante para que a gente atenda de forma adequada a todos os ramos. Muitas vezes nós comentamos que não é o tamanho econômico do ramo, todos têm a sua importância e seu valor, e a expressão social de cada um dos ramos tem que contar e ser considerada sempre por todos nós. Diante da ameaça do governo de cortes significativos nos recursos para o Sistema S, como o Sescoop está se preparando para essa possibilidade e quais os prejuízos, caso essa proposta se concretize? Nós estamos muito atentos a esses sinais que estão vindo aí da mídia, do Governo Federal. Isso já acontece há alguns anos, tentativas de tirar dinheiro do Sistema S para colocar no Governo Federal, uma hora seja na aplicação da previdência pública, uma hora para segurança, mas então, estamos preocupados sim com essa questão. Nós temos feito um trabalho de otimização do uso desses recursos com aproveitamento das tecnologias, temos um exemplo prático no Sistema que é o Centro de Serviços Compartilhados onde pela unidade nacional passamos a prestar serviços principalmente de RH, folha de pagamento e as questões de apropriações contábeis junto com alguns estados que tem estrutura menor. Então estamos acompanhando de perto esse processo, se vier que venha para desonerar a folha de pagamento da cooperativa e não tirar dinheiro do Sistema S para jogar em algum outro órgão, área que não seja a aplicação do próprio Sescoop. E nós temos a busca dos processos de integridade e por aí estão as questões relativas à transparência, a prestação de contas, que nós temos uma efetiva e clara prestação de contas de todos os recursos que são amealhados juntos ao Sescoop. Quais os principais desafios do Sescoop para o futuro? Nós temos aqui um diálogo importante que vai acontecer agora em 2019, que é o 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, onde discutiremos as tecnologias, questões de inovação, de mercado, gestão e governança, questões de intercooperação que é uma oportunidade gigantesca para desenvolvermos no País todo. E fazendo esse trabalho no Congresso Brasileiro de Cooperativismo discutiremos o futuro do Sescoop, do cooperativismo brasileiro. Uma outra meta importante que temos a perseguir é conseguirmos medir os impactos sociais que advém da atuação do Sescoop. Isso é fundamental, nós mostrarmos a efetiva funcionalidade do Sescoop. Não só na melhoria da profissionalização da gestão, mas nos impactos sociais que vem da atuação do Sescoop. E ainda mais estão bastante atuais os desafios elencados no planejamento estratégico do Sescoop que é a qualificação da mão-de-obra, profissionalização da gestão e governança do sistema cooperativo, o fortalecimento da representatividade que diz respeito mais a OCB, mas tem toda a ligação com o Sescoop, o estímulo à intercooperação, a promoção da segurança jurídica e regulatória e um grande desafio que passa por todo o Sistema que é o fortalecimento e a eficiência cada vez maior da imagem e da comunicação do cooperativismo. Lembrando que na Visão do Cooperativismo para 2025, três pilares dessa visão têm muita identificação com a atuação do Sescoop, que é a competitividade das cooperativas, a integridade das cooperativas e a capacidade de gerar felicidade aos cooperados. Dessa forma, nós temos essa convicção que o Sescoop, a OCB e o sistema cooperativo nacional com toda a estrutura de unidade nacional e dos estados, como o trabalho fantástico desenvolvido por Goiás, que o sistema cooperativo contribui sim para uma sociedade mais justa, feliz, equilibrada, com maiores oportunidades para todos.
Estamos a exatos 30 dias do evento mais importante para as cooperativas do país: o Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC)
, que está na 14ª edição e que será realizado pelo Sistema OCB, em Brasília, entre os dias 8 e 10 de maio. Os 1,5 mil participantes têm um único objetivo: planejar e construir, juntos, o futuro que querem para o movimento cooperativismo do país. Considerado o mais importante do setor, o evento também marca a celebração dos 50 anos da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que, aliás, surgiu a partir de um consenso durante o 4º CBC, em 1969. Desde então, realiza a representação nacional das cooperativas junto aos Três Poderes da República. TEMAS As discussões do 14º CBC serão pautadas em torno de seis temas: Comunicação, Governança e Gestão, Inovação, Intercooperação, Mercado e Representação. Os participantes do evento podem se preparar com antecedência por meio dos documentos-base, que trazem cenários e reflexões sobre cada assunto, além de sugestões de propostas, com o objetivo de ajudar a nortear os debates. Se você é um congressista, saiba mais sobre os temas e se prepare com antecedência para debater o futuro do cooperativismo. Clique aqui
. PROGRAMAÇÃO A organização do CBC está concluindo os processos que definem a programação completa, mas confira aqui
o que já está programado. INSCRIÇÕES E se você ainda não está inscrito, procure a unidade do Sistema OCB no seu estado. As vagas são limitadas e estão acabando. Clique aqui para conhecer a regras da participação
.
, que está na 14ª edição e que será realizado pelo Sistema OCB, em Brasília, entre os dias 8 e 10 de maio. Os 1,5 mil participantes têm um único objetivo: planejar e construir, juntos, o futuro que querem para o movimento cooperativismo do país. Considerado o mais importante do setor, o evento também marca a celebração dos 50 anos da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que, aliás, surgiu a partir de um consenso durante o 4º CBC, em 1969. Desde então, realiza a representação nacional das cooperativas junto aos Três Poderes da República. TEMAS As discussões do 14º CBC serão pautadas em torno de seis temas: Comunicação, Governança e Gestão, Inovação, Intercooperação, Mercado e Representação. Os participantes do evento podem se preparar com antecedência por meio dos documentos-base, que trazem cenários e reflexões sobre cada assunto, além de sugestões de propostas, com o objetivo de ajudar a nortear os debates. Se você é um congressista, saiba mais sobre os temas e se prepare com antecedência para debater o futuro do cooperativismo. Clique aqui
. PROGRAMAÇÃO A organização do CBC está concluindo os processos que definem a programação completa, mas confira aqui
o que já está programado. INSCRIÇÕES E se você ainda não está inscrito, procure a unidade do Sistema OCB no seu estado. As vagas são limitadas e estão acabando. Clique aqui para conhecer a regras da participação
.
O Seminário tem como objetivo orientar sobre o sistema eSocial implementado pelo governo como ferramenta de controle do cumprimento das obrigações trabalhistas, previdenciárias, contábeis e fiscais; além de estudar os pontos impactantes da legislação que serão informados no eSocial preparando as empresas para a correta transição dos sistemas atuais para a nova ferramenta.
Durante o evento você poderá conhecer as regras legais e operacionais para gerar as informações de acordo com o Manual de Orientação do eSocial a serem transmitidas, eliminando ou reduzindo passivos trabalhistas e fiscais.
Para pré-inscrição é necessário enviar os seguintes dados: Nome, Cooperativa ou Instituição, Telefone e E-mail.
Todos os participantes receberão confirmação de pré-inscrição por e-mail até 26/04.
Participe!
Tornar mais efetiva a comunicação com a base e ampliar o alcance das ações de representação dos interesses do cooperativismo brasileiro, no âmbito do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Essas são as razões da reorganização do número de ramos do movimento cooperativista nacional, aprovada pela assembleia geral ordinária
da OCB, na quarta-feira passada. Antes disso, o cooperativismo brasileiro era classificado nos seguintes segmentos: agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte, turismo e lazer. Com a aprovação dessa nova classificação, as quase sete mil cooperativas brasileiras passam a integrar sete ramos. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, explicou que nada muda na rotina das cooperativas e que a mudança se faz necessária para promover o fortalecimento e dar maior representatividade para alguns segmentos de cooperativas. Confira na entrevista! Porque o cooperativismo é dividido em ramos? A classificação das cooperativas brasileiras em ramos é necessária para que a OCB se organize internamente e, assim, otimize os esforços de suas equipes, com vista ao máximo aproveitamento das ações de representação dos interesses dos cooperados junto aos Três Poderes. Vale dizer que a Lei nº 5.764/1971 não faz essa classificação, mas a OCB, seguindo a tendência mundial de segmentar para melhor representar e visando dar cumprimento às suas competências legais, deliberou fazer o mesmo. Simplificando: o que queremos é conversar melhor com a nossa base, debatendo com elas as suas necessidades, agrupando-as conforme suas afinidades e, por fim, construindo um ambiente cada vez mais sólido para que se desenvolvam com sustentabilidade. Porque repensar esse formato? Para darmos cumprimento às competências da OCB, em especial a de defesa e representação das cooperativas, de maneira mais efetiva. A reclassificação traz como principal benefício o atendimento do Sistema OCB com maior representatividade, em uma organização que apresenta ramos robustos. Além disso, a organização em grandes setores é mais adequada e flexível para se adaptar às rápidas mudanças de mercado e inovação. E como consequência temos uma maior padronização, alinhamento de discurso e comunicação mais assertiva. Como foi o processo de reorganização dos ramos? A OCB, através de um grupo de trabalho constituído por representantes de todas as regiões, indicados pela Diretoria, estudou critérios elegíveis para aglutinação, como como legislação própria, regulação específica e impactos tributários. Em dezembro (2018), apresentamos o resultado desse processo tanto à Diretoria quanto à assembleia geral extraordinária, oportunizando que fossem apresentadas sugestões, que seriam posteriormente avaliadas pelo grupo de trabalho. E, agora no dia 26/3, validamos a reorganização junto à Diretoria da OCB, apresentando os resultados e encaminhamentos na assembleia geral ordinária, realizada no dia seguinte (27/3). Como fica agora? Então, como já dissemos, dos 13 ramos que tínhamos, contaremos agora com sete. Alguns deles foram agrupados a outros, podendo haver reclassificação das cooperativas a partir desta reorganização. As mudanças são as seguintes: Ramo Produção de Bens e Serviços: é a nova denominação do antigo Ramo Trabalho. A partir de agora, esse novo ramo engloba as cooperativas que prestam serviços especializados a terceiros ou que produzem bens tais como beneficiamento de material reciclável e artesanatos, por exemplo. Ele reúne todas as cooperativas de professores e dos antigos ramos: produção, mineral, parte do turismo e lazer e, por fim, especial. Ramo Infraestrutura: composto por cooperativas que prestam serviços relacionados à infraestrutura a seus cooperados. Por exemplo: geração e compartilhamento de energia elétrica e, agora, com a incorporação do Ramo Habitacional, também terá as cooperativas de construção de imóveis para moradia. Ramo Consumo: composto por cooperativas que realizam compra em comum tanto de produtos quanto de serviços para seus cooperados (supermercados, farmácias). Engloba, também, as cooperativas formadas por pais para contratação de serviços educacionais e também aquelas de consumo de serviços turísticos (antigamente classificadas dentro do Ramo Turismo e Lazer). Ramo Transporte: este ramo preserva sua nomenclatura, mas seu conceito foi ajustado. A definição do ramo passa a trazer expressamente a condição do cooperado de proprietário ou possuidor do veículo. Deste modo, cooperativas formadas de motoristas de veículos de carga ou de passageiros, que não detenham a posse ou propriedade destes, devem ser classificadas no Ramo Produção de Bens e Serviços; Além disso, as cooperativas que se dediquem a transporte turístico, transfers, bugues, cujos cooperados sejam proprietários ou possuidores dos veículos e que eventualmente estejam enquadrados no Ramo Turismo e Lazer devem ser reclassificadas para o Ramo Transporte. Ramo Saúde: composto por cooperativas formadas por médicos, odontólogos ou profissionais ligados à área de saúde humana, enquadrados no CNAE 865. O novo Ramo Saúde também engloba as cooperativas de usuários que se reúnem para constituir um plano de saúde, pois são consideradas operadoras. Ramo Agropecuário: composto por cooperativas relacionadas às atividades agropecuária, extrativista, agroindustrial, aquícola ou pesqueira. Não sofreu alteração. Ramo Crédito: composto por cooperativas que prestam serviços financeiros a seus cooperados, sendo-lhes assegurado o acesso aos instrumentos do mercado financeiro. Não sofreu alteração. Diante da modernização dos ramos, como fica o modelo de governança? Com essa simplificação, também estamos estudando a alteração do modelo de governança deles. Dessa forma, a proposta a ser debatida trará apenas sete conselhos consultivos e, dentro deles, câmaras temáticas. Com isso, cada coordenador de cada câmara assume, automaticamente, a função de conselheiro. Basicamente, as mudanças a serem discutidas ao longo deste ano no âmbito dos Conselhos Consultivos são as seguintes: Ramo Produção de Bens e Serviços - Câmara Temática das Cooperativas de Trabalho; - Câmara Temática das Cooperativas Sociais (antigo Ramo Especial); - Câmara Temática das Cooperativas de Garimpeiros; - Câmara Temática das Cooperativas de Produção; - Câmara Temática das Cooperativas de Professores; - Câmara Temática das Cooperativas de Profissionais do Turismo. Ramo Infraestrutura - Câmara Temática das Cooperativas de Geração Distribuída; - Câmara Temática das Cooperativas de Energia e Telecom; - Câmara Temática das Cooperativas de Irrigação; - Câmara Temática das Cooperativas Habitacionais. Ramo Consumo - Câmara Temática das Cooperativas de Consumo; - Câmara Temática das Cooperativas de Consumo de Serviços de Turismo; - Câmara Temática das Cooperativas de Pais. Ramo Transporte - Câmara Temática das Cooperativas de Transporte de Cargas; - Câmara Temática das Cooperativas de Transporte de Passageiros. E, por último, os Conselhos Consultivos dos ramos Agropecuário, Crédito e Saúde não sofreram alterações em sua estrutura. O que muda, na prática, para as cooperativas? Nada. As cooperativas não terão nenhum ônus com essa reclassificação. A rotina delas segue normalmente. É importante reforçar que a classificação, como dito, tem seu alcance apenas internamente, na organização da representação e defesa das cooperativas. Não se presta, portanto, para definir o tratamento tributário, o enquadramento sindical ou mesmo a legislação aplicável a cada ramo. Todos esses pontos seguem sendo analisados a partir do objeto social e dos atos praticados pela cooperativa com seus cooperados. Qual o papel das organizações estaduais nesta reorganização? As organizações estaduais têm um papel essencial no processo de transição dessa nova forma de classificação. Além de divulgar a novidade, nossas equipes nos estados têm a tarefa de reclassificar, internamente, as cooperativas de acordo com essa nova conceituação. Elas têm até o dia 31/10 para concluir essa fase e, para informar à unidade nacional, as mudanças ocorridas em seus sistemas. Isso é importante para que nós, do nacional, realizemos a atualização no nosso sistema, até o dia 31/12. Estimamos que, pelo menos, mil cooperativas necessitem de reclassificação, mas repito: na prática, nada muda para as cooperativas.
da OCB, na quarta-feira passada. Antes disso, o cooperativismo brasileiro era classificado nos seguintes segmentos: agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte, turismo e lazer. Com a aprovação dessa nova classificação, as quase sete mil cooperativas brasileiras passam a integrar sete ramos. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, explicou que nada muda na rotina das cooperativas e que a mudança se faz necessária para promover o fortalecimento e dar maior representatividade para alguns segmentos de cooperativas. Confira na entrevista! Porque o cooperativismo é dividido em ramos? A classificação das cooperativas brasileiras em ramos é necessária para que a OCB se organize internamente e, assim, otimize os esforços de suas equipes, com vista ao máximo aproveitamento das ações de representação dos interesses dos cooperados junto aos Três Poderes. Vale dizer que a Lei nº 5.764/1971 não faz essa classificação, mas a OCB, seguindo a tendência mundial de segmentar para melhor representar e visando dar cumprimento às suas competências legais, deliberou fazer o mesmo. Simplificando: o que queremos é conversar melhor com a nossa base, debatendo com elas as suas necessidades, agrupando-as conforme suas afinidades e, por fim, construindo um ambiente cada vez mais sólido para que se desenvolvam com sustentabilidade. Porque repensar esse formato? Para darmos cumprimento às competências da OCB, em especial a de defesa e representação das cooperativas, de maneira mais efetiva. A reclassificação traz como principal benefício o atendimento do Sistema OCB com maior representatividade, em uma organização que apresenta ramos robustos. Além disso, a organização em grandes setores é mais adequada e flexível para se adaptar às rápidas mudanças de mercado e inovação. E como consequência temos uma maior padronização, alinhamento de discurso e comunicação mais assertiva. Como foi o processo de reorganização dos ramos? A OCB, através de um grupo de trabalho constituído por representantes de todas as regiões, indicados pela Diretoria, estudou critérios elegíveis para aglutinação, como como legislação própria, regulação específica e impactos tributários. Em dezembro (2018), apresentamos o resultado desse processo tanto à Diretoria quanto à assembleia geral extraordinária, oportunizando que fossem apresentadas sugestões, que seriam posteriormente avaliadas pelo grupo de trabalho. E, agora no dia 26/3, validamos a reorganização junto à Diretoria da OCB, apresentando os resultados e encaminhamentos na assembleia geral ordinária, realizada no dia seguinte (27/3). Como fica agora? Então, como já dissemos, dos 13 ramos que tínhamos, contaremos agora com sete. Alguns deles foram agrupados a outros, podendo haver reclassificação das cooperativas a partir desta reorganização. As mudanças são as seguintes: Ramo Produção de Bens e Serviços: é a nova denominação do antigo Ramo Trabalho. A partir de agora, esse novo ramo engloba as cooperativas que prestam serviços especializados a terceiros ou que produzem bens tais como beneficiamento de material reciclável e artesanatos, por exemplo. Ele reúne todas as cooperativas de professores e dos antigos ramos: produção, mineral, parte do turismo e lazer e, por fim, especial. Ramo Infraestrutura: composto por cooperativas que prestam serviços relacionados à infraestrutura a seus cooperados. Por exemplo: geração e compartilhamento de energia elétrica e, agora, com a incorporação do Ramo Habitacional, também terá as cooperativas de construção de imóveis para moradia. Ramo Consumo: composto por cooperativas que realizam compra em comum tanto de produtos quanto de serviços para seus cooperados (supermercados, farmácias). Engloba, também, as cooperativas formadas por pais para contratação de serviços educacionais e também aquelas de consumo de serviços turísticos (antigamente classificadas dentro do Ramo Turismo e Lazer). Ramo Transporte: este ramo preserva sua nomenclatura, mas seu conceito foi ajustado. A definição do ramo passa a trazer expressamente a condição do cooperado de proprietário ou possuidor do veículo. Deste modo, cooperativas formadas de motoristas de veículos de carga ou de passageiros, que não detenham a posse ou propriedade destes, devem ser classificadas no Ramo Produção de Bens e Serviços; Além disso, as cooperativas que se dediquem a transporte turístico, transfers, bugues, cujos cooperados sejam proprietários ou possuidores dos veículos e que eventualmente estejam enquadrados no Ramo Turismo e Lazer devem ser reclassificadas para o Ramo Transporte. Ramo Saúde: composto por cooperativas formadas por médicos, odontólogos ou profissionais ligados à área de saúde humana, enquadrados no CNAE 865. O novo Ramo Saúde também engloba as cooperativas de usuários que se reúnem para constituir um plano de saúde, pois são consideradas operadoras. Ramo Agropecuário: composto por cooperativas relacionadas às atividades agropecuária, extrativista, agroindustrial, aquícola ou pesqueira. Não sofreu alteração. Ramo Crédito: composto por cooperativas que prestam serviços financeiros a seus cooperados, sendo-lhes assegurado o acesso aos instrumentos do mercado financeiro. Não sofreu alteração. Diante da modernização dos ramos, como fica o modelo de governança? Com essa simplificação, também estamos estudando a alteração do modelo de governança deles. Dessa forma, a proposta a ser debatida trará apenas sete conselhos consultivos e, dentro deles, câmaras temáticas. Com isso, cada coordenador de cada câmara assume, automaticamente, a função de conselheiro. Basicamente, as mudanças a serem discutidas ao longo deste ano no âmbito dos Conselhos Consultivos são as seguintes: Ramo Produção de Bens e Serviços - Câmara Temática das Cooperativas de Trabalho; - Câmara Temática das Cooperativas Sociais (antigo Ramo Especial); - Câmara Temática das Cooperativas de Garimpeiros; - Câmara Temática das Cooperativas de Produção; - Câmara Temática das Cooperativas de Professores; - Câmara Temática das Cooperativas de Profissionais do Turismo. Ramo Infraestrutura - Câmara Temática das Cooperativas de Geração Distribuída; - Câmara Temática das Cooperativas de Energia e Telecom; - Câmara Temática das Cooperativas de Irrigação; - Câmara Temática das Cooperativas Habitacionais. Ramo Consumo - Câmara Temática das Cooperativas de Consumo; - Câmara Temática das Cooperativas de Consumo de Serviços de Turismo; - Câmara Temática das Cooperativas de Pais. Ramo Transporte - Câmara Temática das Cooperativas de Transporte de Cargas; - Câmara Temática das Cooperativas de Transporte de Passageiros. E, por último, os Conselhos Consultivos dos ramos Agropecuário, Crédito e Saúde não sofreram alterações em sua estrutura. O que muda, na prática, para as cooperativas? Nada. As cooperativas não terão nenhum ônus com essa reclassificação. A rotina delas segue normalmente. É importante reforçar que a classificação, como dito, tem seu alcance apenas internamente, na organização da representação e defesa das cooperativas. Não se presta, portanto, para definir o tratamento tributário, o enquadramento sindical ou mesmo a legislação aplicável a cada ramo. Todos esses pontos seguem sendo analisados a partir do objeto social e dos atos praticados pela cooperativa com seus cooperados. Qual o papel das organizações estaduais nesta reorganização? As organizações estaduais têm um papel essencial no processo de transição dessa nova forma de classificação. Além de divulgar a novidade, nossas equipes nos estados têm a tarefa de reclassificar, internamente, as cooperativas de acordo com essa nova conceituação. Elas têm até o dia 31/10 para concluir essa fase e, para informar à unidade nacional, as mudanças ocorridas em seus sistemas. Isso é importante para que nós, do nacional, realizemos a atualização no nosso sistema, até o dia 31/12. Estimamos que, pelo menos, mil cooperativas necessitem de reclassificação, mas repito: na prática, nada muda para as cooperativas.
Três artigos focados no cooperativismo brasileiro serão apresentados em eventos internacionais, neste ano. Os autores das pesquisas, vinculados à Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop), tiveram seus projetos aprovados na última chamada
do CNPq, que conta com recursos do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Para os pesquisadores, a realidade das cooperativas brasileiras tem inspirado muitos movimentos em diversos países. Eles avaliam que editais como o realizado pelo CNPq com recursos do Sescoop são fundamentais para estimular o desenvolvimento das pesquisas em cooperativismo e, com a apresentação dos resultados em nível internacional, projetar globalmente aquilo que o modelo cooperativista verde-e-amarelo tem de melhor. TROCA DE IDEIAS “O tema relacionado às cooperativas de plataforma vem despertando interesse por parte da comunidade acadêmica internacional e a participação em eventos é uma grande oportunidade de apresentar os avanços do nosso projeto e também estabelecer a troca de ideias e experiências com pesquisadores da área”, avalia o pesquisador Mário De Conto, diretor geral da Escoop. INTERCOOPERAÇÃO “Entendemos que a oportunidade de participar de eventos internacionais com um artigo já vinculado ao projeto de pesquisa aprovado no CNPq, oferece a possibilidade de contribuições relevantes para o desenvolvimento do projeto, inclusive com parcerias de pesquisadores e grupos de pesquisas internacionais”, enfatiza Paola Richter Londero, pesquisadora. RESULTADO DE PESQUISAS Confira abaixo as informações sobre os artigos a serem apresentados e sobre os eventos para os quais eles foram aprovados. ARTIGO 1 O potencial das cooperativas de plataforma no ambiente brasileiro Autores: Mario De Conto, Camila Luconi Viana, Carlos Alberto de Oliveira, Dieisson Pivoto and Paola Richter Londero. Resumo: o ambiente legal brasileiro está baseado no conhecimento dos negócios tradicionais e atua, muitas vezes, como um fator restritivo para a formação das plataformas digitais. Nesse sentido o artigo busca analisar a viabilidade de cooperativas de plataforma no sistema legal brasileiro. Evento: Conferência Europeia de Pesquisa em Cooperativismo, que ocorrerá em Berlim, entre os dias 21 e 23 de agosto. ARTIGO 2 Cooperativas de Plataforma: como são conduzidas a governança e a democracia das empresas sociais da era digital? Autores: Camila Luconi Viana, Mario De Conto, Dieisson Pivoto, Paola Richter Londero and Carlos Alberto de Oliveira Resumo: o objetivo deste artigo é analisar os aspectos da governança democrática e autogestão em cooperativas de plataforma e cooperativas tradicionais baseadas em práticas de participação digital. O atual movimento de cooperativas de plataforma tem pouca documentação sobre seu processo de modelos democráticos de decisão e governança, sendo necessário investigar esses aspectos. Eventos: Conferência Internacional de Pesquisa em Economia Social, que ocorrerá nos dias 6 a 9 de junho, na Romênia e Conferência Europeia de Pesquisa em Cooperativismo, que ocorrerá em Berlim, entre os dias 21 e 23 de agosto. ARTIGO 3 Um ensaio sobre o desempenho econômico-financeiro das sociedades cooperativas sob as dimensões de mercado, do cooperado e do desenvolvimento regional. Autoras: Paola Richter Londero, Anelise Krauspenhar Pinto Figari, Fabiana Cherubim Bortoleto and Luana Zanetti Trindade. Resumo: O trabalho discute os indicadores econômico-financeiros tidos como relevantes para a tomada de decisão dos gestores das cooperativas agropecuárias, levando em consideração as dimensões de mercado, dos cooperados e do desenvolvimento regional. Assim, a contribuição deste ensaio teórico consiste em um mapeamento das atuais métricas de desempenho econômico-financeiras, proposta pela literatura e utilizadas nas práticas de gestão das cooperativas, dentro das dimensões de mercado, do cooperado e do desenvolvimento regional, explorando suas limitações e possíveis melhorias para que tais métricas de desempenho sejam captar a natureza, princípios e forma de funcionamento das sociedades cooperativas. Eventos: Conferência Empreendedorismo Cooperativo: Teoria e Melhores Práticas, que ocorrerá no Canadá, entre os dias 27 e 31 de maio; Conferência Internacional de Pesquisa em Economia Social, que ocorrerá nos dias 6 a 9 de junho, na Romênia; Conferência Europeia de Pesquisa em Cooperativismo, que ocorrerá em Berlim, entre os dias 21 e 23 de agosto.
do CNPq, que conta com recursos do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Para os pesquisadores, a realidade das cooperativas brasileiras tem inspirado muitos movimentos em diversos países. Eles avaliam que editais como o realizado pelo CNPq com recursos do Sescoop são fundamentais para estimular o desenvolvimento das pesquisas em cooperativismo e, com a apresentação dos resultados em nível internacional, projetar globalmente aquilo que o modelo cooperativista verde-e-amarelo tem de melhor. TROCA DE IDEIAS “O tema relacionado às cooperativas de plataforma vem despertando interesse por parte da comunidade acadêmica internacional e a participação em eventos é uma grande oportunidade de apresentar os avanços do nosso projeto e também estabelecer a troca de ideias e experiências com pesquisadores da área”, avalia o pesquisador Mário De Conto, diretor geral da Escoop. INTERCOOPERAÇÃO “Entendemos que a oportunidade de participar de eventos internacionais com um artigo já vinculado ao projeto de pesquisa aprovado no CNPq, oferece a possibilidade de contribuições relevantes para o desenvolvimento do projeto, inclusive com parcerias de pesquisadores e grupos de pesquisas internacionais”, enfatiza Paola Richter Londero, pesquisadora. RESULTADO DE PESQUISAS Confira abaixo as informações sobre os artigos a serem apresentados e sobre os eventos para os quais eles foram aprovados. ARTIGO 1 O potencial das cooperativas de plataforma no ambiente brasileiro Autores: Mario De Conto, Camila Luconi Viana, Carlos Alberto de Oliveira, Dieisson Pivoto and Paola Richter Londero. Resumo: o ambiente legal brasileiro está baseado no conhecimento dos negócios tradicionais e atua, muitas vezes, como um fator restritivo para a formação das plataformas digitais. Nesse sentido o artigo busca analisar a viabilidade de cooperativas de plataforma no sistema legal brasileiro. Evento: Conferência Europeia de Pesquisa em Cooperativismo, que ocorrerá em Berlim, entre os dias 21 e 23 de agosto. ARTIGO 2 Cooperativas de Plataforma: como são conduzidas a governança e a democracia das empresas sociais da era digital? Autores: Camila Luconi Viana, Mario De Conto, Dieisson Pivoto, Paola Richter Londero and Carlos Alberto de Oliveira Resumo: o objetivo deste artigo é analisar os aspectos da governança democrática e autogestão em cooperativas de plataforma e cooperativas tradicionais baseadas em práticas de participação digital. O atual movimento de cooperativas de plataforma tem pouca documentação sobre seu processo de modelos democráticos de decisão e governança, sendo necessário investigar esses aspectos. Eventos: Conferência Internacional de Pesquisa em Economia Social, que ocorrerá nos dias 6 a 9 de junho, na Romênia e Conferência Europeia de Pesquisa em Cooperativismo, que ocorrerá em Berlim, entre os dias 21 e 23 de agosto. ARTIGO 3 Um ensaio sobre o desempenho econômico-financeiro das sociedades cooperativas sob as dimensões de mercado, do cooperado e do desenvolvimento regional. Autoras: Paola Richter Londero, Anelise Krauspenhar Pinto Figari, Fabiana Cherubim Bortoleto and Luana Zanetti Trindade. Resumo: O trabalho discute os indicadores econômico-financeiros tidos como relevantes para a tomada de decisão dos gestores das cooperativas agropecuárias, levando em consideração as dimensões de mercado, dos cooperados e do desenvolvimento regional. Assim, a contribuição deste ensaio teórico consiste em um mapeamento das atuais métricas de desempenho econômico-financeiras, proposta pela literatura e utilizadas nas práticas de gestão das cooperativas, dentro das dimensões de mercado, do cooperado e do desenvolvimento regional, explorando suas limitações e possíveis melhorias para que tais métricas de desempenho sejam captar a natureza, princípios e forma de funcionamento das sociedades cooperativas. Eventos: Conferência Empreendedorismo Cooperativo: Teoria e Melhores Práticas, que ocorrerá no Canadá, entre os dias 27 e 31 de maio; Conferência Internacional de Pesquisa em Economia Social, que ocorrerá nos dias 6 a 9 de junho, na Romênia; Conferência Europeia de Pesquisa em Cooperativismo, que ocorrerá em Berlim, entre os dias 21 e 23 de agosto.
Desenvolver líderes que saibam inspirar suas equipes a ter iniciativa e a inovar é um passo estratégico dentro das organizações. Uma equipe engajada a obter resultados depende, em grande parte, da condução adequada dos seus gestores, inclusive no que diz respeito à inovação. Aliado a isso, a busca individual de cada colaborador pelo propósito profissional também é importante para o crescimento organizacional.
Esse é o tema da nova edição da revista Goiás Cooperativo
, editada pelo Sistema OCB/GO. O destaque é para a entrevista do professor Maurício Louzada, um dos cinco palestrantes mais lembrados do país (Top of Mind de RH 2017), cujas apresentações já foram vistas por mais de 1,5 milhão de pessoas, em 12 países. Segundo Louzada, a atitude mental positiva dos gestores é decisiva para fortalecer as equipes na busca de soluções para momentos de crise, como as que o país tem enfrentado. Para ele, o que diferencia uma empresa que vai sofrer mais com a crise externa, daquela que vai sofrer menos, é o quanto se tem de atitude frente à essa situação. “O líder precisa mostrar que a realidade (a crise) existe, por meio de uma atitude mental positiva”, avalia. Confira abaixo uma parte da entrevista e, para ler todo o conteúdo, clique aqui
. Nos primeiros meses do ano, é momento de falar de metas nas organizações e o senhor trabalha esse tema combinando o alcance de metas profissionais com a realização pessoal. O que os líderes devem saber e praticar sobre isso com suas equipes? Alguns líderes colocam as metas como algo condicional, quando falam que, se você não atingi-la, não vai mostrar seu profissionalismo ou sua capacidade. Isso gera um desestímulo, porque a meta passa a ser uma cobrança. Os líderes têm uma função muito importante em colocar a meta como algo inspirador. Uma forma importante para fazer isso é mostrar que as metas só são dadas às pessoas em quem confiamos. Quando o líder coloca uma meta para alguém, na verdade, ele está dizendo: “Eu confio que você consiga fazer isso”. E a meta profissional tem que andar junta com a pessoal. O bom profissional é aquele que acredita que vai crescer profissionalmente, porque isso vai ajudá-lo a atingir os seus sonhos, seus objetivos de vida. Por isso, é importante ter metas. Se vou participar de um desenvolvimento de lideranças, por exemplo, tenho que definir um período para concluí-lo. Mas a meta tem que estar direcionada para a ação. Então, sugiro às pessoas que façam pequenos ciclos. Se a sua meta é realizar algo em 12 meses, divida isso em 12 etapas e atinja uma por mês. À medida em que eu fragmento a minha meta em outras menores, tenho vários ciclos de renovação, que me inspiram a continuar. Existem dois tipos de meta: de resultado e de processo. A meta de resultado é aquela que você quer atingir ao longo de um período. Vamos imaginar que a minha seja, até o fim do ano, participar de um treinamento de lideranças. Para isso, o ideal é elaborar várias metas de processo. Até janeiro, tenho que ter escolhido o curso; até fevereiro, ter me matriculado; em março, cursado tantas disciplinas... Você tem que fragmentar a grande meta (de resultado) em outras menores (de processo) e fazer um acompanhamento contínuo, ao longo do tempo, para que, quando chegar no final daquele período, tenha atingido a sua meta maior. Às vezes, as pessoas não conseguem alcançar metas grandes, porque elas olham só lá na frente e não percebem que as intermediárias é que as conduzem para uma meta mais ousada. Enfrentamos, nesses últimos anos, uma das maiores crises econômicas e políticas da história do país e isso afetou, significativamente, as corporações e a vida das pessoas, não apenas no âmbito financeiro, mas também na limitação da criatividade e das expectativas pessoais. Como os gestores podem transformar esse cenário com seus colaboradores? A pior crise é a que vem de dentro, não de fora. O que diferencia uma empresa que vai sofrer mais com a crise externa, daquela que vai sofrer menos, é o quanto se tem de atitude, frente à essa situação. Muitas vezes, o gestor tem a tendência de “pintar” um cenário extremamente negativo. Quando ele faz isso, está mostrando que, dentro daquela instituição, empresa ou cooperativa, as pessoas não estão preparadas para aquilo e aí ele gera uma crise interna, que é a descrença. O gestor começa a dar subsídio, às pessoas que trabalham com ele, para usarem a crise como uma desculpa. E a verdade é que, mesmo que o mercado não esteja bom, a gente não pode controlá-lo, mas pode controlar a forma como reage a ele. No momento de crise, o que eu recomendo é que o gestor tenha uma atitude mental positiva. Não que ele omita informações e feche os olhos para a situação, mas que ele tenha atitude, dizendo: “Olha, o mercado pode não estar fácil, mas nós temos excelentes diferenciais que vão fazer com que possamos nos sobressair em relação aos nossos concorrentes. Temos uma equipe boa, um produto bom, preço competitivo. Talvez, nesse momento, tenhamos que abrir mão de alguns ganhos momentâneos, para que, lá no futuro, continuemos vivos e possamos voltar a ganhar”. Então, o líder precisa mostrar que a realidade existe, por meio de uma atitude mental positiva. Você vai ter concorrentes que, fatalmente, não vão conseguir se manter no mercado ao longo de uma crise, porque não vão ter essa atitude positiva. Então, para quem sobrevive, a crise é oportunidade de crescimento futuro. É importante compartilhar isso com o time. Como estimular, nos colaboradores, o poder da iniciativa e quais os possíveis resultados que esse desenvolvimento pode gerar para a empresa? Iniciativa é fazer o que precisa ser feito sem esperar que alguém mande. Essa é a característica que os gestores mais esperam dos empregados e é a menos presente. E como estimular essa iniciativa? É preciso gerar empoderamento, nas pessoas. Elas precisam sentir que têm o poder de decisão. Elas precisam ter o senso de dono. O gestor tem que passar para a equipe dele que cada um é como se fosse dono do seu negócio. Se você fosse dono dessa empresa, o que faria para que ela tivesse sucesso? Hoje, as pessoas não são mais contratadas para uma só função, mas para resolver o problema e atender o cliente. Todo mundo que está dentro de uma empresa tem que ter como foco o cliente final. Não importa se você é a pessoa que faz o cafezinho. Para uma equipe de vendas, o seu foco final tem que ser o cliente que vai comprar do vendedor e que está tomando o seu cafezinho. Os gestores precisam mostrar que todo mundo é responsável pelo sucesso, mas todo mundo é responsável pelo fracasso. Não tem como um ser vencedor, se outro perder. Ou todo mundo ganha ou todo mundo perde. E esse senso de dono vai começar a gerar iniciativa, desde que os profissionais ali dentro estejam comprometidos com esse objetivo. O senhor afirma, em uma de suas palestras, que o trabalho é uma ferramenta também para a realização de sonhos. Mas, talvez, uma grande parte das pessoas não enxergue essa ligação entre trabalho e realização pessoal. Como podemos agir e o que aprender para tornar isso possível? Sempre falo para todo mundo: entre na sua casa hoje, dê uma olhada na televisão que você tem, na comida que está no armário, no fogão que vai usar para cozinhar… Isso tudo veio de onde? Às vezes, não sabemos o valor e a origem disso. Mas tudo isso tem origem no nosso trabalho. Então, se tudo o que você tem é fruto do seu trabalho, o que você vai construir no futuro? Todos os sonhos que você quer, o carro, a casa, as férias, de onde vem tudo isso? Entender que o seu trabalho lhe dá realizações vai estimulá-lo a trabalhar naquele dia. Tem gente que diz: “Meu sonho é conseguir pagar todas as minhas contas em dia”. O cara que trabalha só para pagar contas, uma hora, vai ficar desestimulado. Ele precisa pensar sempre no crescimento pessoal e profissional dele. Sonho não é só material. Por exemplo: o quanto seu trabalho está relacionado à formação acadêmica dos seus filhos no futuro? Então, fazer essa associação entre seus sonhos pessoais e o seu trabalho é um caminho muito importante para você ter estímulo. Quer continuar lendo? Clique aqui
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, editada pelo Sistema OCB/GO. O destaque é para a entrevista do professor Maurício Louzada, um dos cinco palestrantes mais lembrados do país (Top of Mind de RH 2017), cujas apresentações já foram vistas por mais de 1,5 milhão de pessoas, em 12 países. Segundo Louzada, a atitude mental positiva dos gestores é decisiva para fortalecer as equipes na busca de soluções para momentos de crise, como as que o país tem enfrentado. Para ele, o que diferencia uma empresa que vai sofrer mais com a crise externa, daquela que vai sofrer menos, é o quanto se tem de atitude frente à essa situação. “O líder precisa mostrar que a realidade (a crise) existe, por meio de uma atitude mental positiva”, avalia. Confira abaixo uma parte da entrevista e, para ler todo o conteúdo, clique aqui
. Nos primeiros meses do ano, é momento de falar de metas nas organizações e o senhor trabalha esse tema combinando o alcance de metas profissionais com a realização pessoal. O que os líderes devem saber e praticar sobre isso com suas equipes? Alguns líderes colocam as metas como algo condicional, quando falam que, se você não atingi-la, não vai mostrar seu profissionalismo ou sua capacidade. Isso gera um desestímulo, porque a meta passa a ser uma cobrança. Os líderes têm uma função muito importante em colocar a meta como algo inspirador. Uma forma importante para fazer isso é mostrar que as metas só são dadas às pessoas em quem confiamos. Quando o líder coloca uma meta para alguém, na verdade, ele está dizendo: “Eu confio que você consiga fazer isso”. E a meta profissional tem que andar junta com a pessoal. O bom profissional é aquele que acredita que vai crescer profissionalmente, porque isso vai ajudá-lo a atingir os seus sonhos, seus objetivos de vida. Por isso, é importante ter metas. Se vou participar de um desenvolvimento de lideranças, por exemplo, tenho que definir um período para concluí-lo. Mas a meta tem que estar direcionada para a ação. Então, sugiro às pessoas que façam pequenos ciclos. Se a sua meta é realizar algo em 12 meses, divida isso em 12 etapas e atinja uma por mês. À medida em que eu fragmento a minha meta em outras menores, tenho vários ciclos de renovação, que me inspiram a continuar. Existem dois tipos de meta: de resultado e de processo. A meta de resultado é aquela que você quer atingir ao longo de um período. Vamos imaginar que a minha seja, até o fim do ano, participar de um treinamento de lideranças. Para isso, o ideal é elaborar várias metas de processo. Até janeiro, tenho que ter escolhido o curso; até fevereiro, ter me matriculado; em março, cursado tantas disciplinas... Você tem que fragmentar a grande meta (de resultado) em outras menores (de processo) e fazer um acompanhamento contínuo, ao longo do tempo, para que, quando chegar no final daquele período, tenha atingido a sua meta maior. Às vezes, as pessoas não conseguem alcançar metas grandes, porque elas olham só lá na frente e não percebem que as intermediárias é que as conduzem para uma meta mais ousada. Enfrentamos, nesses últimos anos, uma das maiores crises econômicas e políticas da história do país e isso afetou, significativamente, as corporações e a vida das pessoas, não apenas no âmbito financeiro, mas também na limitação da criatividade e das expectativas pessoais. Como os gestores podem transformar esse cenário com seus colaboradores? A pior crise é a que vem de dentro, não de fora. O que diferencia uma empresa que vai sofrer mais com a crise externa, daquela que vai sofrer menos, é o quanto se tem de atitude, frente à essa situação. Muitas vezes, o gestor tem a tendência de “pintar” um cenário extremamente negativo. Quando ele faz isso, está mostrando que, dentro daquela instituição, empresa ou cooperativa, as pessoas não estão preparadas para aquilo e aí ele gera uma crise interna, que é a descrença. O gestor começa a dar subsídio, às pessoas que trabalham com ele, para usarem a crise como uma desculpa. E a verdade é que, mesmo que o mercado não esteja bom, a gente não pode controlá-lo, mas pode controlar a forma como reage a ele. No momento de crise, o que eu recomendo é que o gestor tenha uma atitude mental positiva. Não que ele omita informações e feche os olhos para a situação, mas que ele tenha atitude, dizendo: “Olha, o mercado pode não estar fácil, mas nós temos excelentes diferenciais que vão fazer com que possamos nos sobressair em relação aos nossos concorrentes. Temos uma equipe boa, um produto bom, preço competitivo. Talvez, nesse momento, tenhamos que abrir mão de alguns ganhos momentâneos, para que, lá no futuro, continuemos vivos e possamos voltar a ganhar”. Então, o líder precisa mostrar que a realidade existe, por meio de uma atitude mental positiva. Você vai ter concorrentes que, fatalmente, não vão conseguir se manter no mercado ao longo de uma crise, porque não vão ter essa atitude positiva. Então, para quem sobrevive, a crise é oportunidade de crescimento futuro. É importante compartilhar isso com o time. Como estimular, nos colaboradores, o poder da iniciativa e quais os possíveis resultados que esse desenvolvimento pode gerar para a empresa? Iniciativa é fazer o que precisa ser feito sem esperar que alguém mande. Essa é a característica que os gestores mais esperam dos empregados e é a menos presente. E como estimular essa iniciativa? É preciso gerar empoderamento, nas pessoas. Elas precisam sentir que têm o poder de decisão. Elas precisam ter o senso de dono. O gestor tem que passar para a equipe dele que cada um é como se fosse dono do seu negócio. Se você fosse dono dessa empresa, o que faria para que ela tivesse sucesso? Hoje, as pessoas não são mais contratadas para uma só função, mas para resolver o problema e atender o cliente. Todo mundo que está dentro de uma empresa tem que ter como foco o cliente final. Não importa se você é a pessoa que faz o cafezinho. Para uma equipe de vendas, o seu foco final tem que ser o cliente que vai comprar do vendedor e que está tomando o seu cafezinho. Os gestores precisam mostrar que todo mundo é responsável pelo sucesso, mas todo mundo é responsável pelo fracasso. Não tem como um ser vencedor, se outro perder. Ou todo mundo ganha ou todo mundo perde. E esse senso de dono vai começar a gerar iniciativa, desde que os profissionais ali dentro estejam comprometidos com esse objetivo. O senhor afirma, em uma de suas palestras, que o trabalho é uma ferramenta também para a realização de sonhos. Mas, talvez, uma grande parte das pessoas não enxergue essa ligação entre trabalho e realização pessoal. Como podemos agir e o que aprender para tornar isso possível? Sempre falo para todo mundo: entre na sua casa hoje, dê uma olhada na televisão que você tem, na comida que está no armário, no fogão que vai usar para cozinhar… Isso tudo veio de onde? Às vezes, não sabemos o valor e a origem disso. Mas tudo isso tem origem no nosso trabalho. Então, se tudo o que você tem é fruto do seu trabalho, o que você vai construir no futuro? Todos os sonhos que você quer, o carro, a casa, as férias, de onde vem tudo isso? Entender que o seu trabalho lhe dá realizações vai estimulá-lo a trabalhar naquele dia. Tem gente que diz: “Meu sonho é conseguir pagar todas as minhas contas em dia”. O cara que trabalha só para pagar contas, uma hora, vai ficar desestimulado. Ele precisa pensar sempre no crescimento pessoal e profissional dele. Sonho não é só material. Por exemplo: o quanto seu trabalho está relacionado à formação acadêmica dos seus filhos no futuro? Então, fazer essa associação entre seus sonhos pessoais e o seu trabalho é um caminho muito importante para você ter estímulo. Quer continuar lendo? Clique aqui
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Até o fim deste mês devem ser assinados os acordos de cooperação técnica entre o Ministério da Cidadania e as entidades que integram o chamado Sistema S. Este é o resultado de uma reunião ocorrida nesta quinta-feira, em Brasília, entre o ministro Osmar Terra e os representantes dos S, que tentam encontrar uma forma de minimizar os riscos da possível redução dos recursos, já anunciada pelo governo federal. O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) faz parte do rol dessas entidades.
De acordo com a proposta do Ministério da Cidadania, a ideia é que as entidades do Sistema S promovam iniciativas de desenvolvimento profissional, focados em dois aspectos: empregabilidade e geração de renda. O público-alvo preferencial, segundo Terra, são pessoas com idades entre 18 e 29 anos, que nem estudam nem trabalham e cujas famílias estejam inscritas no programa Bolsa Família.
O governo tem estruturado um programa de desenvolvimento profissional com a intenção de alavancar os indicadores socioeconômicos das regiões Norte e Nordeste. Por enquanto, o nome dessa política pública é Programa Juventude S, considerando que as ações serão desenvolvidas por entidades como o Senai, Sesi, Sesc, Senac, Sest, Senat, Sebrae, Senar e, claro, Sescoop.
Estima-se que os S ofertem 5,7 milhões de vagas. Apenas o Sescoop, por exemplo, deverá assumir o desenvolvimento profissional de quase 100 mil pessoas durante os quatro anos do programa.
OPORTUNIDADE
Segundo o superintendente do Sescoop, Renato Nobile, a assinatura desse acordo de cooperação representa uma oportunidade, já que o cooperativismo é um modelo de negócio que busca equilibrar as dimensões econômica e social, nascido da vontade das pessoas em transformar a própria realidade.
“O Sescoop faz parte de um sistema que engloba a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e sua preocupação com o desenvolvimento socioeconômico dos estados do Norte e do Nordeste do país sempre fez parte do nosso planejamento. Não tenho dúvidas de que, com o envolvimento das unidades estaduais do Sistema OCB, juntamente com as nossas cooperativas, será possível contribuir com a geração de emprego, trabalho e renda”, avalia.
AGRICULTURA FAMILIAR
Nobile destaca, também, que uma das iniciativas do Sistema OCB que prevê o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, por exemplo, é o Plano de Desenvolvimento Cooperativo do Semiárido Brasileiro, entregue ao Ministério da Agricultura, em meados de fevereiro. “Além de apresentar objetivos estratégicos e eixos estruturantes, esse documento sugere o modelo de negócio cooperativo como meio de organização social dos agricultores familiares, para que, coletivamente, consigam impulsionar os processos que vão desde a produção até a comercialização”, exemplifica.
Além disso, esse plano, segundo o superintendente, possui a educação como um de seus pilares, seja ela uma educação em nível básico, profissional, antropológico, para o educando ou para o educador. “A adequada capacitação, observando-se a real necessidade e a melhor forma de transferência do conhecimento, é fundamental para que os envolvidos em qualquer projeto possam aprimorar suas atividades e funções”, declara.
DESENVOLVIMENTO
Nobile frisou ainda que o cooperativismo é uma ferramenta capaz de gerar muito mais que emprego, trabalho e renda. “O Sescoop e o Banco Central desenvolveram um programa de Educação Financeira que já é uma realidade em muitas partes do país. Tem também uma parceria muito importante com a Fundação Nacional da Qualidade que avalia o processo de gestão nas cooperativas do país, contribuindo com o seu crescimento sustentável. Contudo, todas as ações do Sescoop são voltadas a cooperados e empregados de cooperativas. Agora, com esse acordo de cooperação, poderemos oferecer essas e muitas outras ações de desenvolvimento profissional a mais brasileiros”, argumenta o superintendente.
ESTRATÉGIAS
Mesmo sem um panorama claramente definido pelo governo federal, o Sescoop já está trançando estratégias para colocar o Programa Juventude S em prática. “Já fizemos um alinhamento com as nossas unidades estaduais a respeito da proposta do governo, solicitamos um levantamento de vagas a serem ofertadas em cada estado e estamos, no momento, prospectando parcerias com cooperativas, por exemplo, para utilizarmos seus espaços nos municípios contemplados com o programa. A ideia é que trabalhemos com cursos, palestras e orientações profissionais majoritariamente presenciais”, informa Nobile.
NÚMEROS
O Brasil conta hoje com 7.063 cooperativas, representando diversos setores econômicos, reunindo cerca de 14 milhões de pessoas e gerando mais de 400 mil empregos diretos. As cooperativas estão presentes em todos os estados e contribuem diretamente com a economia de 1.715 cidades brasileiras, das quais 700 estão presentes nas regiões Norte e Nordeste. Vale destacar, por exemplo, que em 620 municípios as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes.
O cooperativismo, modelo econômico que une quase 100 mil paraenses em prol de um mundo mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos, mostrará toda a sua força durante a primeira edição da Feira de Negócios do Cooperativismo (Fencoop). O evento, promovido pelo Sistema OCB/PA, está marcado para ocorrer entre os dias 24 a 26 de abril, na Estação das Docas, em Belém.
O tema da feira é Tendências de Empreendedorismo Coletivo e a ideia é divulgar produtos e serviços das cooperativas paraenses e, ainda, as vantagens de se fazer parte desse modelo de negócios. Além de estantes, os visitantes da feira poderão conferir, também, exposições, palestras, oficinas, rodadas de negócios e apresentações culturais. Segundo o Sistema OCB/PA, representantes de cooperativas de todas as regiões do Pará já confirmaram sua presença.
ECONOMIA
“O cooperativismo já contribui com o desenvolvimento socioeconômico do Pará há aproximadamente 90 anos. Pela primeira vez em sua história, o setor realizará um evento em grandes proporções para se apresentar oficialmente a toda sociedade paraense. Será uma oportunidade especial para conhecer de perto todo o potencial das cooperativas e como elas podem continuar promovendo o crescimento não só do Pará, mas do Brasil”, afirma o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol.
Atualmente, as mais de 200 cooperativas do estado do Pará reúnem cerca de 88 mil pessoas e geram quase cinco mil empregos diretos. Em 2018, o número de profissionais autônomos que decidiram apostar no cooperativismo cresceu 25%.
VANTAGENS
O cooperativismo apresenta inúmeras vantagens obtidas por meio da coletivização e união em prol de interesses econômicos comuns, tais como o posicionamento mais competitivo dentro do mercado, ampliação de escala produtiva, divisão de despesas, aumento do poder de barganha, uso comum de sistemas e infraestrutura, acesso a mercados maiores e ganhos proporcionais. A Feira de Negócios cumprirá a missão de apresentar todas essas vantagens, orientar os pretensos ingressos a cooperativas e, em especial, promover um ambiente favorável de negócios para as singulares expositoras.
MARQUE NA AGENDA
1ª Feira de Negócios do Cooperativismo Paraense (Fencoop)
Quando: 24 a 26 de abril
Onde: Estação das Docas, em Belém.
(Com informações do Sistema OCB/PA)
Fonte: Sistema OCB
A Cooperativa dos Produtores Agroextrativistas (AmazonBai), no interior do Amapá, está mostrando ao mundo que é possível, sim, aliar produtividade e sustentabilidade. Além de ser a única cooperativa do mundo a ter o certificado do Conselho de Manejo Florestal, o FSC (Forest Stewardship Council), a cooperativa acaba de conquistar a certificação para a manutenção dos estoques de carbono e proteção à biodiversidade. A AmazonBai reúne cerca de 100 extrativistas do Arquipélago do Bailique, distrito localizado a 160 km de Macapá. Que saber mais? Clique aqui
e leia a notícia veiculada pelo portal Globo.com.
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“O cooperativismo no Brasil é algo que a gente tem que fomentar cada vez mais, inclusive, junto ao nosso público, das micro e pequenas empresas”. O depoimento é do subsecretário de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Economia, José da Veiga. Ele participou, nesta quarta-feira (27), na sede da OCB, em Brasília, da primeira reunião do Fórum Permanente que debate o desenvolvimento das micro e pequenas empresas no país.
Durante a reunião, um dos representantes da OCB no fórum foi eleito para coordenar o setor privado do Comitê Temático da Política Nacional de Apoio e Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas. Essa política, segundo o subsecretário deve ser entregue dentro de alguns meses. “Várias ações foram discutidas aqui para ampliar esse movimento empreendedor no país e a OCB é parceira de primeira hora”, avalia Veiga.
Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o evento, recepcionado pela OCB, é uma das ações que marcam a participação do movimento cooperativista como ferramenta de fortalecimento da economia nacional, especialmente quando se trata do apoio e desenvolvimento dos pequenos negócios no país.
O Sistema OCB está de mãos dadas com a Educação do Amapá. A entidade vai apoiar a iniciativa de professores da Escola Estadual Professor Antônio Ferreira Lima Neto, localizada no bairro Parque dos Buritis, Zona Norte de Macapá.
Intitulado “Despertando Ideias Empreendedoras nas Escolas Públicas”, o projeto visa despertar nos alunos o empreendedorismo e reduzir a evasão escolar.
De acordo com a professora Stefane Cavalcante, a iniciativa prevê a educação empreendedora sendo trabalhada transversalmente junto às disciplinas da grade curricular. Segundo ela, a ideia surgiu da necessidade de ajudar alguns alunos que possuem habilidades autônomas, como artesanato e costura, entre outras atividades empreendedoras.
Agora, os professores da unidade de ensino, entre eles o professor Jairson, que integra a COOMAGRO, e vem do meio cooperativista, se uniram em busca de apoio para concretizar a implantação do projeto. E a primeira instituição a abraçar a Escola de Empreendedorismo foi a OCB Amapá.
Nesta segunda-feira, 25, o corpo docente da escola foi recebido na sede da OCB em Macapá, pelo diretor-presidente, Gilcimar Pureza.
“É um projeto de um grande potencial, pois aspectos como experiência de mercado, tomada de decisão e habilidade com a matemática financeira serão naturalmente trabalhados. Isto é uma iniciativa que forma empreendedores”, analisou o presidente do sistema OCB no Amapá.
O encontro também teve a participação do deputado estadual Jesus Pontes, cujo mandato é dedicado ao crescimento econômico e geração de empregos. Ele também decidiu abraçar o projeto e evidenciou a atitude da OCB.
“É uma ideia fantástica e com certeza terá o nosso apoio daqui para frente. Tenho certeza de que nesta escola, e até em outras da rede pública, temos alunos de muitas habilidades para atividades comerciais, mas que não sabem empreender ainda. E este projeto pode ser o primeiro passo que precisam para se tornarem empreendedores de sucesso, geradores de empregos. E a OCB logo enxergou esse potencial e está de parabéns por também apoiar”, analisou o parlamentar.
Educação empreendedora
A professora Stefane Cavalcante explicou que a intensão inicial é levar para a grade curricular da unidade escolar conteúdos que despertem o empreendedorismo, melhorem o ambiente escolar e, com os alunos mais motivados, aumentem o Índice de Educação Básica. Ela agradeceu e elogiou o apoio sinalizado na reunião.
“Estamos buscando parcerias para melhorar ainda mais a ideia de um projeto político-pedagógico. Precisamos de apoio político para avançar. Esta sinalização positiva da OCB, que é um órgão que respira empreendedorismo, e do deputado Jesus Pontes, que direcionou a sua atuação para a criação de empregos através do empreendedorismo, nos estimula ainda mais. Vamos realizar este sonho com certeza”, avaliou a professora Stefane Cavalcante.
O período de Assembleias se aproxima, então, fique ligado nas principais dicas que o Sistema OCB-AP tem pra você.
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O Sistema OCB Nacional deu o primeiro passo para implantar uma iniciativa inovadora na atividade garimpeira, no Amapá. A Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros do Lourenço (Coogal) foi o local escolhida para coleta de dados e aplicação do Projeto Sustentabilidade Mineral, que será desenvolvido em nove garimpos em todo país.
Distante 375km da capital Macapá, o distrito Lourenço, no município de Calçoene, respira a atividade garimpeira há mais de 250 anos. É um dos garimpos mais antigos do país. Com população de 4.500 habitantes, aproximadamente, o Lourenço tem na mineração a sua principal atividade econômica. Destas, cerca de 1.200 trabalham na extração de ouro, que fomenta o comércio local, e dá vida ao distrito, que caminha para ser um modelo da atividade mineral do Amapá.
Consultores e técnicos responsáveis pelo Projeto Sustentabilidade estiveram no Lourenço na última quarta-feira, 20. Eles visitaram três áreas de extração mineral, para as quais foi elaborado um diagnóstico técnico. O documento compilado será uma espécie de raio-x, estruturado sobre três pilares: operacional, contábil e tributário.
“Realizamos uma série de entrevistas, onde todos os dados captados nos dão subsidio para realização do trabalho final, que é contribuir diretamente com a organização e desenvolvimento do setor”, explicou Flávia de Andrade, Analista Técnica e Econômica da OCB Nacional.
Segundo ela, o diagnóstico também subsidiará iniciativas que proporcionem mais segurança jurídica e, assim, melhores resultados socioeconômicos aos cooperados.
“Finalmente recebemos a visita de uma instituição que quer somar e ajudar a gente. Já estamos cansados dessa imagem marginalizada que criaram pro setor. Somos homens e mulheres que trabalham e geram o crescimento econômico desse Estado”, desabafou o presidente da Coogal, Oreni Ceará, eleito no último fim de semana.
A equipe também foi integrada por Gilson Camboim, presidente da Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto (COOGAVEPE), sediada no norte de Mato Grosso, que hoje é um modelo da atividade no Brasil.
“Precisamos mostrar à população, e instituições como um todo, que o garimpo é uma atividade séria, honesta, que gera novos empreendimentos, emprego e renda, e que, acima de tudo, é uma das molas propulsoras de muitos estados brasileiros, como pude presenciar aqui no Amapá”, disse Camboim, impressionado com o potencial do setor no Estado.
Segundo o presidente da OCB no Amapá, Gilcimar Pureza, o objetivo da visita é conhecer a experiência de sucesso implantada por cooperativas de mineração no Brasil para implementar o projeto no Lourenço. De acordo com ele, a Coogal foi escolhida justamente pelo perfil de trabalhar com frentes bem distintas e ser uma das mais antigas.
“Os técnicos puderam conhecer vários extremos, uma área que hoje é referência na extração e outras que seguem moldes mais rudimentares. Mas ambas, com a mesma essência de fomento local, mostram que tudo é apenas uma questão de oportunidade. Por isso, é importante que tenhamos junto conosco instituições que venham somar e trazer, de fato, o desenvolvimento do setor. Estamos cansados de ter apenas olhos e dedos apontando problemas, queremos e exigimos que o devido valor do setor seja reconhecido”, afirmou Gilcimar.
A pesquisa terá como resultado um Manual de Mineração Sustentável, que conterá orientação do processo operacional, contábil e tributário para as cooperativas de todo o Brasil.
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