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Destaques
30/10/2026
Coops avançam na gestão de emissões e planejam ações de descarbonização
Encontro da solução Neutralidade de Carbono apresentou resultados do ciclo 2026 e experiências de sucesso A gestão das emissões de gases de efeito estufa tem ganhado espaço na estratégia das cooperativas. Os resultados do ciclo 2026 da solução Neutralidade de Carbono, do Sistema OCB, mostram avanços nesse trabalho e apontam oportunidades para reduzir impactos ambientais e fortalecer a competitividade dos negócios. Os dados foram apresentados no encontro de encerramento do ciclo da solução, que reuniu cooperativas participantes, a consultoria Biofílica e representantes do Sistema OCB. No recorte de treze cooperativas analisadas, foram inventariadas 344 unidades, com mais de 190 mil toneladas de CO₂ equivalente nos escopos 1, 2 e 3. Ao todo, 12 cooperativas publicaram seus inventários no Registro Público de Emissões (RPE), e todas conquistaram o selo prata do Programa Brasileiro GHG Protocol. A análise identificou a combustão estacionária e móvel entre as principais fontes de emissão, além de oportunidades relacionadas ao tratamento de resíduos, ao consumo de energia e à cadeia de valor. O levantamento também reforçou a importância de ampliar a mensuração do escopo 3, que considera as emissões indiretas das atividades. Para Laís Nara Castro, analista de Meio Ambiente do Sistema OCB, o inventário é o ponto de partida para mudanças que podem gerar benefícios para toda a organização. “Quando a cooperativa começa a medir suas emissões, passa a conhecer melhor suas operações e a identificar oportunidades que também podem trazer ganhos de eficiência e competitividade. A descarbonização precisa fazer parte da estratégia”, destacou. Experiências e próximos passos O encontro também contou com relatos da Copa Sul e da Cooxupé. As cooperativas compartilharam os desafios e avanços de suas jornadas de descarbonização, desde a organização dos dados até a ampliação dos inventários e a inclusão do escopo 3. As experiências mostraram como a gestão de emissões pode contribuir para decisões mais eficientes e fortalecer o relacionamento com parceiros. Ao encerrar a reunião, Laís reforçou que a descarbonização é um caminho contínuo e que as cooperativas podem contar com o apoio do Sistema OCB e das Organizações Estaduais (OCEs). A solução oferece suporte na elaboração e publicação dos inventários, além de relatórios de oportunidades, capacitações e materiais de orientação. “A trajetória de descarbonização está apenas começando. O importante agora é dar continuidade ao trabalho, aproveitar os aprendizados e avançar na identificação de novas oportunidades”, concluiu. Saiba Mais: COP31 se aproxima e coop brasileiro prepara participação Coopera+Amazônia amplia participação das cooperativas na governança Pesquisa de imagem orienta estratégias de comunicação do cooperativismo
30/10/2026
Coopera+Amazônia amplia participação das cooperativas na governança
Sistema OCB participa da posse de representantes do movimento em comitê do projeto
A participação das cooperativas nas decisões sobre o desenvolvimento de seus territórios ganhou um novo espaço nesta quinta-feira (29), com a posse de representantes do movimento no Comitê de Governança do Coopera+Amazônia. A cerimônia foi realizada na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, e contou com a participação da superintendente do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta.
Lançado em novembro de 2025, durante a COP30, em Belém (PA), o projeto reúne instituições públicas e organizações do cooperativismo para fortalecer empreendimentos coletivos ligados à sociobiodiversidade amazônica. A iniciativa prevê atender 50 cooperativas e cerca de 6 mil famílias no Acre, Amazonas, Maranhão, Pará e Rondônia, com ações voltadas à organização produtiva, à agregação de valor e à ampliação do acesso a mercados.
O Sistema OCB contribui para a construção do projeto desde 2024, com conhecimentos em governança e gestão, organização da produção e acesso a mercados. Para Fabíola, a entrada de representantes das cooperativas no comitê é um passo importante para aproximar as decisões da realidade de quem está na ponta.
“Quando as cooperativas participam diretamente da governança, elas ajudam a definir os caminhos do projeto a partir de suas próprias experiências e necessidades. O cooperativismo tem muito a contribuir para transformar o potencial da sociobiodiversidade amazônica em oportunidades de renda e desenvolvimento, respeitando os conhecimentos tradicionais e mantendo a floresta em pé”, afirmou.
Representação
Com a posse, Anderson Uruam Suruí, representante da Coopsur, de Cacoal (RO), assume como titular no comitê, enquanto Maria Divina Lopes, da Coomara, de Imperatriz (MA), passa a ocupar a suplência. A representação amplia a presença das próprias cooperativas no espaço de governança, que reúne também o Sistema OCB, o Sebrae, os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).
A cerimônia também prestou homenagem a Maria Domingas Marques Pinto, da Coobavida, de Itapecuru-Mirim (MA), quebradeira de coco babaçu e representante no Fórum das Cooperativas. A homenagem reconheceu a contribuição das mulheres que, por meio do trabalho coletivo e da preservação de saberes tradicionais, movimentam a economia de seus territórios.
“Fortalecer o cooperativismo amazônico é também valorizar as pessoas que fazem esse trabalho acontecer todos os dias. São as cooperativas e suas comunidades que conhecem os desafios locais e as possibilidades de cada cadeia produtiva. Por isso, o compromisso do Sistema OCB é seguir ao lado dessas organizações, contribuindo para que tenham melhores condições de produzir, crescer e acessar novos mercados”, destacou Fabíola.
Apoio à produção e à geração de renda
Coordenado pelo Sebrae em parceria com o MDIC, o Coopera+Amazônia reúne instituições como o Sistema OCB, MMA, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), MDA, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Unicafes. O projeto atua em cadeias produtivas como as do babaçu, do açaí, do cupuaçu e da castanha-do-brasil.
Em julho de 2026, foram formalizados R$ 103 milhões para a execução da iniciativa ao longo de quatro anos, com recursos provenientes do Fundo Amazônia, responsável por 97% do total, e do Sebrae, que aporta os outros 3%.
Além do comitê, o projeto conta com o Fórum das Cooperativas, que reúne representantes estaduais e busca ampliar a articulação entre os empreendimentos participantes. A proposta é fortalecer a atuação coletiva e criar condições para que as cooperativas ampliem sua participação nos mercados.
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30/10/2026
COP31 se aproxima e coop brasileiro prepara participação
Sistema OCB volta à conferência para apresentar soluções e ampliar o diálogo sobre sustentabilidade
Faltam poucos dias para o início da COP31, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que começa dia 9 de novembro, em Antalya, na Turquia. O Sistema OCB estará presente, ao lado de cooperativas brasileiras, para mostrar como o cooperativismo contribui para enfrentar os desafios da atualidade e promover o desenvolvimento sustentável. A participação deste ano conta com painéis em diferentes espaços da conferência, com discussões sobre temas como transição energética, financiamento climático, bioeconomia, seguros, transporte e sustentabilidade no agronegócio.
O legado da COP30
A nova participação dá continuidade ao trabalho realizado em 2025, quando o cooperativismo brasileiro teve presença expressiva na COP30, em Belém (PA). Durante duas semanas, o movimento ocupou espaços na Blue Zone, Green Zone e Agri Zone, além de participar de agendas temáticas, como as da Casa do Seguro. A programação levou ao público experiências e soluções ligadas à bioeconomia, ao financiamento climático, à energia renovável, à agricultura de baixo carbono e à segurança alimentar. 36 cooperativas brasileiras estiveram representadas por seus delegados, enquanto outras 67 tiveram suas experiências apresentadas na programação. Ao todo, foram realizados 34 painéis e 17 oficinas.
A presença também abriu oportunidades para ampliar o diálogo com governos, organismos internacionais e instituições financeiras. Ao longo da conferência, as cooperativas apresentaram experiências que conectam conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento dos territórios, além de evidenciar como a organização coletiva pode contribuir para a transição climática.
Outro resultado importante foi o avanço de articulações e acordos de cooperação técnica com instituições públicas e privadas, voltados a áreas como bioeconomia, agricultura de baixo carbono, energias renováveis, manejo florestal sustentável e finanças verdes.
Outro legado importante foi a consolidação de uma agenda propositiva. Por meio do Manifesto do Cooperativismo Brasileiro para a COP30, foram apresentadas propostas organizadas em cinco grandes eixos: segurança alimentar e agricultura de baixo carbono; financiamento climático; transição energética; bioeconomia; e adaptação e gestão de riscos climáticos. Essas propostas continuam orientando a atuação institucional e contribuem para o posicionamento que será levado à COP31.
De Belém a Antalya
Na COP31, o objetivo é dar continuidade a essa agenda e ampliar a visibilidade das soluções desenvolvidas pelas cooperativas brasileiras. Os debates previstos vão abordar desde o acesso a recursos para iniciativas climáticas até o uso sustentável da biodiversidade e a construção de sistemas produtivos mais resilientes.
“Os desafios climáticos exigem soluções que considerem as diferentes realidades dos territórios. As cooperativas têm muito a contribuir nesse processo, porque unem pessoas, conhecimento e capacidade de organização para promover mudanças na prática. Queremos mostrar essa diversidade de experiências e fortalecer as conexões que permitam levar essas iniciativas ainda mais longe”, destaca a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
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29/10/2026
Pesquisa de imagem orienta estratégias de comunicação do cooperativismo
Resultados e iniciativas são destaques durante encontro de comunicadores da Unimed Federação Minas
Nesta terça-feira (27), o Sistema OCB participou do Encontro de Comunicação e Marketing das Unimeds de Minas Gerais. Representada pela gerente de Comunicação e Marketing, Samara Araujo, a entidade levou ao evento uma reflexão importante: como transformar o reconhecimento do cooperativismo em mais valorização e preferência da sociedade por esse modelo de negócio?
A partir dos resultados da Pesquisa de Imagem do Cooperativismo 2026, Samara apresentou dados sobre a percepção dos brasileiros e compartilhou estratégias adotadas pelo Sistema OCB para ampliar a visibilidade do movimento.
Realizada com 5.955 pessoas de diferentes regiões do país, a terceira edição da pesquisa mostra que o conhecimento espontâneo sobre cooperativas vem crescendo. Em 2018, 29% dos entrevistados conseguiam citar uma cooperativa sem receber opções como referência. Em 2023, o percentual chegou a 55% e, em 2026, alcançou 66,8%.
“O levantamento nos permite entender o quanto a população conhece o cooperativismo, quais atributos são associados a esse modelo e como essa percepção influencia suas escolhas. Com esses dados, conseguimos acompanhar os avanços na imagem do setor e identificar oportunidades para comunicar melhor os diferenciais do cooperativismo e ampliar seu reconhecimento pela sociedade”, explicou a gerente.
Entre os atributos relacionados ao cooperativismo, 33% dos participantes destacaram a colaboração e a união entre os cooperados. A capacidade de gerar prosperidade para a comunidade foi citada por 21,2%, enquanto a distribuição de renda apareceu em 19,9% das respostas. Preço justo, sustentabilidade e responsabilidade ambiental também foram mencionados.
A pesquisa investigou ainda a influência da origem cooperativista nas decisões de compra. Ao todo, 60,7% dos entrevistados afirmaram que comprariam ou considerariam comprar um produto ou serviço por ele ser de uma cooperativa. Entre os que responderam positivamente, 97,8% disseram que comprariam dessa cooperativa.
Comunicação para aproximar a sociedade do coop
Durante a apresentação, Samara também compartilhou a trajetória das campanhas do movimento SomosCoop, iniciativa de comunicação do Sistema OCB voltada a ampliar o conhecimento e o reconhecimento do cooperativismo no Brasil.
A mobilização envolve as próprias cooperativas, que podem aderir ao uso do carimbo SomosCoop em seus produtos e materiais de comunicação. Em 2026, contabilizamos cerca de 1.700 cooperativas engajadas no movimento, reforçando a presença da identidade SomosCoop junto ao público.
Outro exemplo apresentado foi o de Press Trip, iniciativa que aproxima jornalistas das experiências cooperativistas e ajuda a levar essas histórias a novos públicos. Em 2026, a ação resultou em 19 reportagens, sendo 13 em veículos impressos e digitais e seis em televisão, com valor estimado de mídia de R$ 4,6 milhões.
“Monitorar a imagem do cooperativismo no Brasil é essencial para orientar as nossas estratégias de comunicação, identificar oportunidades e avaliar os resultados das iniciativas do movimento SomosCoop, garantindo decisões mais assertivas e maior efetividade na valorização do cooperativismo junto à sociedade”, finalizou Samara.
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